E porque não?

E porque não? Pensei para mim, falei baixinho. De rompante a ideia me assolou.

A oportunidade chegou, uma profunda mudança, uma partida para a Índia, não sei bem por quanto tempo nem do que dela virá. Mas surgiu e despertou a sede de mais mundo.

Então e porque não? Pensando bem a altura era esta, sou jovem, sem grandes obrigações nem compromissos, se não for agora quando vou?

Para trás ficou o meu trabalho mas ficam comigo as saudades da família, amigos, de Lisboa, de Portugal, por outras palavras posso dizer que ficará comigo a saudade de tudo e de todos.

Sem dar conta o tempo passou, passou a voar até que chegou o dia. O dia que era presente mas muito futuro, feito de despedidas, difíceis, mas com a certeza de um até já.

Com 37kg de bagagem, mas mais de expectativa e ansiedade, lá fui eu, toda convicta.

A terra fugia-me do olhar, aos poucos ia desaparecendo e regressou, claro, como que um aviso – chegaste.

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