Destino: A terra dos Marajás

Quente. Sinto os raios solares a trespassarem-me a pele.

Depois de uma longa viagem, entre conversas com o passageiro do lado, filmes e algum desespero para que os ponteiros do relógio avançassem mais depressa do que é possível, a altitude começou a diminuir até que ouvi e senti as rodas do avião a tocarem no chão.

Respirei fundo! Nem acredito que cheguei!

Onde? A Nova Deli.

Sinto os primeiros olhares curiosos, eu própria também os lançava numa tentativa de absorver todas as diferenças que me rodeavam.

Pensei para mim mesma: e agora?

O caminho fez-se demorado, entre carros, motas, riquexós e Tuk Tuk’s (como eu lhes chamo, e Auto como cá lhes chamam) dispostos sem qualquer tipo de organização. A acrescentar ainda a este caos existem as vacas e porcos que têm direitos e circulam de livre vontade pelas ruas. Não sei bem como mas no meio deste caos todos se entendem e de alguma maneira surreal o trânsito acaba por fluir.

Ao longo do percurso e sem opção de escolha cantam-me aos ouvidos o frenético som das buzinas. Por mais difícil que seja de imaginar com o correr das horas este som perde a estranheza e torna-se comum.

Passado quase uma hora vejo de perto Gurgaon, cidade empresarial a cerca de 30 km de Nova Deli. Aquele era o momento de tanta espera.

O som da fechadura da porta a abrir sussurrou-me: chegaste a casa.

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