O tempo voa

Um mês.
O tempo voa. Os dias correm e eu corro de mãos dadas com eles, à descoberta  desta Índia.
Descortino-a. Nascem as primeiras impressões.
Aqui faz mais calor do que eu imaginava;
Aqui quase tudo é mais barato como diziam;
Aqui o metro é muito melhor do que eu pensava (e sim, existe uma carruagem só para mulheres);
Aqui o trânsito é mais confuso e barulhento do que eu esperava;
Aqui é realmente difícil de atravessar a estrada;
Aqui a comida é mais picante do que eu contava;
Aqui há mais pobreza do que eu imaginava;
Aqui há mais tuk tuk’s do que eu pensava;
Aqui existem vacas e porcos a deambular pelas ruas como me diziam.
Os olhos enchem-se de novidades, olham em redor e vêm realmente tudo. Os sentidos tornam-se mais sensíveis, mais apurados, como se vivessem em constante estímulo. Os sons que nos sussurram, os cheiros que nos invadem e o paladar que nos assalta. No entanto, as primeiras impressões não são mais do que isso, primeiras impressões, que devem e irão com certeza alterar-se com a vivência dos dias. Afinal, ainda há muito mais para absorver.

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